Médico pode estar no Instagram, no Google e no YouTube. O que não pode é comunicar ato médico como se fosse varejo. O CFM, na resolução vigente sobre publicidade médica (confira sempre o texto atual no site do Conselho), permite informar e educa. Proíbe sensacionalismo, garantia de resultado e promoção irregular.
Este guia é prático, não substitui o jurídico do CRM nem a leitura da resolução. Serve para o médico e para a secretaria pararem de publicar no escuro.
O que em geral é permitido
- Identificar-se com nome, CRM, especialidade e RQE quando houver
- Informar endereço, horário, telefone e canais de agendamento
- Explicar o que é uma condição, um exame ou um cuidado, em linguagem acessível
- Divulgar participação em congresso, título e formação
- Manter perfil profissional separado do pessoal
- Pedir que o paciente avalie o atendimento no Google, sem induzir texto nem trocar por benefício
Isso já é marketing para médicos suficiente para a maioria dos consultórios de Marília e do interior: ser encontrado, ser entendido, ser agendado.
O que em geral é proibido ou de altíssimo risco
- Prometer resultado (“acaba com”, “nunca mais”, “garantido”)
- Exibir preço de procedimento como oferta
- Antes e depois com viés publicitário
- Autopromoção de superioridade (“o melhor”, “referência inquestionável”)
- Depoimento de paciente identificável em contexto de propaganda
- Concorrência desleal e ataque a colega
- Conteúdo que exponha paciente ou que permita reconhecimento
A regra de ouro da presença digital em saúde: se a peça poderia estar na vitrine de uma loja de celular, não publique.
Como revisar um post em 60 segundos
Antes do publicar, pergunte:
- Está claro quem fala (nome e CRM)?
- Isso informa ou isso vende resultado?
- Tem preço, pacote ou “por tempo limitado”?
- Tem imagem de paciente ou de corpo que identifique alguém?
- Um conselheiro do CFM ficaria confortável vendo isso no feed?
Se qualquer resposta travar, a peça não sobe. Agência que empurra o contrário não é parceira, é risco.
Stories, Reels e Google: o mesmo limite
O formato não muda a regra. Stories de “resultado da semana”, Reels com música e transformação, anúncio de tráfego pago com “consulta em promoção”: o canal é irrelevante. O conteúdo é que responde ao CFM.
No Google Meu Negócio, a descrição também precisa ser sóbria. “Melhor clínica da região” no perfil é tão ruim quanto no Instagram.
Para o restante da captação ética, o artigo como atrair pacientes sem promoções fecha o ciclo.
Quem deve aprovar o que sobe
Não deixe estagiário sozinho com o celular da clínica. Fluxo mínimo: pauta da semana, texto revisado, médico (ou responsável técnico) dá o sim, só então publica. A KING trabalha exatamente assim quando assume a conta: o profissional autoriza o que fala em nome dele.
Perguntas frequentes
Médico pode ter Instagram profissional?+
Pode, e deve, se quiser ser encontrado. O perfil precisa identificar CRM e especialidade e publicar informação, não propaganda de resultado.
Pode mostrar o consultório e a equipe?+
Ambiente e equipe, em geral, sim, com consentimento de quem aparece. Paciente em atendimento, não. O limite é exposição da pessoa atendida.
Pode falar de preço de consulta?+
Preço de ato médico como promoção é zona de risco. Informação logística (convênio, particular, como agendar) é o caminho mais seguro. Na dúvida, consulte o CRM e a resolução vigente.
Agência genérica entende CFM?+
A maioria não. Peça para ver peças já publicadas em contas de saúde e o fluxo de aprovação médica. Se a resposta for 'a gente se vira no criativo', troque de parceiro.
Como a KING lida com o CFM?+
Toda peça de saúde passa por recorte ético antes de ir ao ar. Sem antes e depois, sem garantia, sem merchandising de procedimento. Diagnóstico gratuito no site.
Conclusão
Rede social de médico é canal de informação e acesso, não vitrine de resultado. Quem respeita o CFM dorme melhor e ainda constrói uma reputação que o Google e as IAs conseguem citar. Se a sua clínica precisa desse filtro no dia a dia, a KING assume a pauta com o seu CRM no meio da mesa.
Redator KING Marketing
Conteúdo produzido pela equipe da KING Marketing, especializada em Marketing Digital, SEO, Tráfego Pago, CRM, Inteligência Artificial e estratégias para geração de negócios.
