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Marketing por Segmento · Saúde

Site para médicos: o que precisa ter para o paciente agendar

Equipe editorial KING Marketing11 min de leitura
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Um site de médico vira consulta marcada quando responde, sem rolar muito, as cinco perguntas que o paciente traz: quem é o médico (nome, CRM e RQE), o que ele trata, onde atende, se aceita o convênio dele e como marcar agora. O resto (design, textos longos, blog) ajuda, mas não compensa a falta de nenhuma dessas cinco.

E tudo isso dentro da Resolução CFM nº 2.336/2023, que exige nome, CRM com a palavra MÉDICO e, para especialista, o RQE na página principal, e veda promessa de resultado, autopromoção e anúncio de consulta gratuita. Site bonito que descumpre isso é risco ético, não ativo.

O que o paciente procura na página do médico?

Quem chega ao site de um médico veio de uma busca, do Instagram, de uma indicação ou do ChatGPT, e quer decidir rápido se marca. A página precisa entregar, nesta ordem:

  1. Especialidade e o que trata, em linguagem de paciente: "acne, manchas e queda de cabelo" ajuda mais que "cuidando da sua pele".
  2. Quem é o médico: nome, foto real, CRM com o estado, RQE e formação.
  3. Onde atende: endereço com mapa, estacionamento e acessibilidade do prédio.
  4. Convênios aceitos e se atende particular, numa lista clara.
  5. Como agendar, com um botão visível no celular sem precisar rolar.

A Resolução CFM 2.336/2023 permite exatamente esse tipo de informação: forma de marcação de consulta, horários e funcionamento do consultório (art. 9º, IV), características do local, como estacionamento e localização, e os planos e seguros atendidos (art. 9º, V). Também permite informar o valor da consulta e as formas de pagamento (art. 9º, VI).

Cinco itens do site de médico que leva ao agendamento: identificação com CRM e RQE, especialidade e o que trata, endereço e convênios, botão de agendar no celular e formulário com dados mínimos
Se faltar um dos cinco, o paciente liga, manda mensagem ou vai para o próximo resultado.

O que o CFM exige e o que veda no site

A resolução lista sites entre as redes próprias do médico (art. 8º, § 1º), onde a publicidade pode ter o objetivo de formar e ampliar clientela (art. 8º, § 2º). O detalhe de cada uma está no nosso guia sobre o que o CFM permite e proíbe.

Identificação obrigatória. O art. 4º exige nome, número de registro no CRM acompanhado da palavra MÉDICO e, quando registrada, a especialidade ou área de atuação seguida do RQE. O art. 6º manda que esses dados fiquem na página principal. O Código de Ética Médica (Resolução CFM 2.217/2018), no art. 117, completa: o anúncio traz o número do CRM com o estado da Federação e o RQE quando anunciar especialidade. Na prática, rodapé de todas as páginas com algo como "Dra. Nome Sobrenome, MÉDICA, CRM-SP 000000, Dermatologia RQE 00000".

Clínica tem regra própria. O art. 5º pede o nome do estabelecimento com o registro no CRM e o nome do diretor técnico-médico com CRM, e RQE onde for exigível. Cada médico do corpo clínico apresentado no site entra com os próprios dados do art. 4º.

O que não pode aparecer:

  • Promessa ou insinuação de bom resultado (art. 11, XII). "Resultado garantido" e "volte a sorrir em 7 dias" saem.
  • Autopromoção e sensacionalismo (art. 11, XVI), como se atribuir qualidades privilegiadas (§ 3º). "O melhor", "referência número 1" e "único na região" são exemplos.
  • Selos de "melhor médico" ou "destaque da especialidade" (art. 11, XIII).
  • Anunciar consulta gratuita no consultório privado (art. 11, § 4º, c). "Primeira avaliação grátis" é vedado.
  • Médico não especialista dizer que trata órgão, sistema ou doença específica (art. 11, I). Isso pesa na arquitetura do site.
  • Anunciar especialidade ou área de atuação não registrada no CRM (art. 114 do Código de Ética).

Depoimento e antes e depois. Depoimentos sobre a atuação do médico precisam ser sóbrios, sem adjetivos de superioridade nem promessa (art. 14, II, g). Antes e depois só com finalidade educativa, em conjunto de imagens com evoluções satisfatórias, insatisfatórias e complicações (art. 14, II, b), sem edição que melhore a imagem (f), com autorização do paciente e anonimato garantido (i).

Página única ou uma página por especialidade e procedimento?

Esta é a decisão que mais muda o desempenho no Google. A página única tenta ranquear para dezenas de buscas com um texto só; páginas separadas respondem a buscas específicas ("tratamento de melasma em Marília") e dão ao paciente o que ele procurou.

FormatoQuando faz sentidoCuidado éticoEfeito no Google
Página únicaMédico recém-instalado, poucas frentesIdentificação completa no topoRanqueia para o nome e pouco mais
Página por especialidadeClínica com várias especialidadesCada página com médico, CRM e RQE daquela áreaCobre buscas por especialidade e cidade
Página por condição ou procedimentoEspecialista com RQE nas frentes de maior procuraSó para quem tem RQE na área (art. 11, I)Responde buscas de cauda longa
Blog educativoQuando há quem revise e publique com frequênciaCaráter educativo, sem promessaApoia as páginas principais, não substitui

O ponto que muita clínica ignora: a página "Tratamento de enxaqueca" assinada por clínico geral sem RQE em neurologia pode esbarrar no art. 11, I. A página por condição existe quando o responsável é especialista naquilo, com nome e RQE na própria página. Isso também ajuda no Google, porque deixa claro quem é o autor, assunto que aprofundamos em SEO para médicos.

Como o paciente agenda: WhatsApp, agenda online ou telefone?

O canal certo é o que a recepção consegue atender bem. Ofereça no máximo dois, um em destaque.

  • WhatsApp: o mais fácil de abrir no celular. Funciona quando alguém responde rápido. Botão com mensagem pronta ("Olá, vim pelo site e quero agendar com a Dra. Fulana") ajuda a recepção a saber de onde veio o contato.
  • Agenda online: o paciente escolhe o horário sozinho. Exige agenda sempre atualizada; horário livre que não existe derruba a confiança.
  • Telefone: número clicável, com horário de atendimento ao lado.
  • Formulário: útil quando a clínica liga de volta. Peça o mínimo: nome, telefone, convênio e especialidade. O artigo sobre formulário que converte mostra por que cada campo a mais custa contatos.

Velocidade no celular e acessibilidade

O paciente abre o site no celular, muitas vezes com conexão fraca. O Google recomenda, nas Core Web Vitals, que o maior elemento da página carregue em até 2,5 segundos (LCP), que a resposta a toques fique abaixo de 200 milissegundos (INP) e que o layout não pule durante o carregamento (CLS abaixo de 0,1). Fotos enormes do consultório e carrosséis pesados são os vilões mais frequentes. O passo a passo para medir está em site lento.

Acessibilidade não é detalhe em saúde. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) torna obrigatória, no art. 63, a acessibilidade nos sites mantidos por empresas com sede ou representação comercial no país, conforme as diretrizes adotadas internacionalmente. O básico: texto com contraste suficiente, letra que aumenta sem quebrar a página, botões grandes, imagens com descrição e formulário que funciona só com teclado.

Dados estruturados para médico e clínica

Dados estruturados são um código que descreve quem é o negócio, onde fica e quando atende. A documentação do Google Search Central para negócio local pede como obrigatórios o nome e o endereço, recomenda telefone, horário de funcionamento e coordenadas, e orienta usar o subtipo mais específico possível. No vocabulário do Schema.org, médico e clínica têm tipos próprios, como Physician e MedicalClinic, ambos derivados de MedicalBusiness.

Duas ressalvas. O próprio Google avisa que não garante que os recursos que usam esses dados apareçam nos resultados, então marcação não é atalho para posição. E a mesma documentação recomenda a propriedade de nota média só para sites que reúnem avaliações de outros negócios: colocar no próprio site as estrelas das suas avaliações não é o uso previsto. Para avaliações, o lugar é o Perfil da Empresa no Google.

Clareza também ajuda nas IAs: quando o ChatGPT busca um especialista numa cidade, lê páginas que dizem quem atende, onde e o quê. Não há garantia de citação.

LGPD no formulário de saúde

A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018) define, no art. 5º, II, dado referente à saúde como dado pessoal sensível, e o art. 11 limita o tratamento desse tipo de dado a hipóteses específicas. Uma delas é o consentimento do titular de forma específica e destacada, para finalidades específicas.

Para o site, a regra prática é simples: não colete dado de saúde onde ele não é necessário. Para marcar consulta, nome, telefone, convênio e especialidade bastam. Campo aberto de "conte seus sintomas" convida o paciente a mandar dado sensível por um canal que talvez não tenha a proteção devida. Tenha política de privacidade acessível, diga para que serve cada dado e restrinja quem lê os contatos. A base legal do seu caso é conversa para o advogado ou o encarregado de dados.

Site ou perfil em plataforma de agendamento?

Plataformas como a Doctoralia têm audiência própria e agenda pronta, e para muitos consultórios são fonte relevante de pacientes. O site cumpre outro papel: é o canal em que o médico controla o texto, a medição de origem e a relação com o paciente.

Os dois são complementares: perfil na plataforma, Perfil da Empresa no Google e o site como destino dos anúncios e do Instagram. Se você investe em Google Ads para médicos, o site é o que permite medir o clique até o agendamento.

Quanto custa um site para médico?

Depende do número de páginas, de quem escreve os textos, das integrações com agenda e WhatsApp e da medição. Na KING, um site institucional costuma partir de R$ 5.000, como explicamos em quanto custa um site profissional. Clínica com várias especialidades tende a custar mais, porque o conteúdo é a maior parte do trabalho. Desconfie de proposta que não diz quem escreve os textos nem quem revisa a conformidade com o CFM.

Quando esta orientação muda

  • Norma nova do CFM ou atualização do manual da Codame: a tabela de permitido e vedado acima segue a Resolução 2.336/2023 em vigor na data deste artigo.
  • Clínica com outras profissões (nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta): cada profissional responde ao próprio conselho, e a página dele segue as regras dele.
  • Telemedicina: consulta a distância tem regulamentação própria do CFM, e o site que vende teleconsulta precisa seguir também essa norma.
  • Cidade muito pequena: com pouca busca, o peso vai para o Perfil da Empresa no Google e a indicação, e o site serve mais como prova.

Por onde começar

Abra o seu site no celular e cronometre quanto tempo leva para achar o CRM, o RQE, os convênios e o botão de agendar. Se algum deles exigir mais de duas rolagens, esse é o primeiro ajuste. Depois procure no texto as palavras "melhor", "garantido", "grátis" e "único".

Se quiser um site planejado para a especialidade, com identificação do CFM e medição de origem desde o primeiro dia, veja como trabalhamos o marketing para médicos, a criação de sites e o recorte por especialidade, como o marketing para dermatologistas.

Perguntas frequentes

O site do médico precisa ter CRM e RQE?+

Sim. A Resolução CFM 2.336/2023 exige nome, número do CRM com a palavra MÉDICO e, para especialista, a especialidade com o número do RQE (art. 4º), dispostos na página principal (art. 6º). O Código de Ética Médica, art. 117, pede ainda o estado do CRM. O mais seguro é repetir esses dados no rodapé de todas as páginas.

Posso colocar o valor da consulta no site?+

Pode. O art. 9º, VI, da Resolução CFM 2.336/2023 permite informar valores de consultas e formas de pagamento. Preço de procedimento é outro caso: a resolução fala em informar que o valor poderá ser acordado entre as partes, e a dúvida sobre publicar deve ir para a Codame do seu CRM.

Clínico geral pode ter página sobre uma doença específica?+

Com cuidado. O art. 11, I, veda ao médico não especialista divulgar que trata sistemas, órgãos ou doenças específicas. Conteúdo educativo genérico é diferente de página que oferece tratamento daquela doença. Na dúvida sobre um texto concreto, consulte a Codame.

Depoimento de paciente pode aparecer no site?+

A resolução trata de depoimentos sobre a atuação do médico e exige que sejam sóbrios, sem adjetivos de superioridade nem promessa de resultado (art. 14, II, g). O paciente não pode ser identificado sem autorização, e o sigilo do Código de Ética continua valendo.

Dados estruturados colocam o site no topo do Google?+

Não. A documentação do Google diz que não garante que os recursos que usam dados estruturados apareçam nos resultados. Eles ajudam o buscador a entender nome, endereço, horário e tipo do negócio, e são uma base técnica, não um atalho de posição.

Preciso de site se já tenho perfil em plataforma de agendamento?+

São canais complementares. A plataforma tem audiência e agenda pronta; o site é o canal que o médico controla por inteiro, com o texto, a medição de origem e o destino dos anúncios. Muitos consultórios mantêm os dois.

Fontes

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Equipe editorial KING Marketing

A KING Marketing atua desde 2013 em Marília-SP com marketing, tráfego pago, sites, CRM e inteligência artificial para empresas. Os artigos são produzidos pela equipe editorial com apoio de ferramentas de IA na pesquisa e na redação. Informações sobre plataformas são conferidas nas fontes oficiais citadas no texto, e exemplos com números são identificados como hipotéticos. Como produzimos o conteúdo.

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